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José Geraldo Rodrigues, o “Zé Pretim”, nasceu em 1954 em Inhapim, cidade mineira situada no vale do Jequitinhonha, às margens da rodovia Rio-Bahia. Autodidata, aprendeu a tocar violão na roça, observando os mais velhos tocando, até que um dia ganhou o seu primeiro violão, segundo ele mesmo conta, ao ser desafiado a “tirar de ouvido” a introdução da música “Menino da Porteira”.

Quando adolescente, por volta de 1971, a família se mudou para o antigo estado do Mato Grosso. Primeiramente em Rondonópolis, e finalmente se fixando em Campo Grande-MS. Zé Pretim já possuía uma certa habilidade no instrumento, e começou a tocar pelos clubes, bares e lanchonetes da futura Capital do Mato Grosso do Sul. Seu nome começou a ficar conhecido pela cidade, e começou a receber convites e tocar nas bandas mais conhecidas da cidade, primeiramente o Zutrik, de Miguelito (músico renomado e respeitado até hoje em Campo Grande), e posteriormente no Euphoria, do Bosco, outro músico muito conhecido, hoje principalmente por ter sido o fundador e baterista do Bando do Velho Jack, e ter tocado com quase todos os artistas de renome do Estado.

Nos anos 80, Zé Pretim começou a assumir sua identidade “solo”, e desenvolver seu estilo pessoal de tocar uma mistura do Blues com as músicas caipiras que aprendeu desde criança na roça. Suas músicas misturam o Blues aos ritmos que ele aprendeu na roça, e depois como “músico de baile”, Você encontra em seu trabalho o Blues, a Moda de Viola, o Forró, música romântica, muitas vezes tudo isso misturado numa mesma música. Posteriormente passou a fazer o mesmo com as músicas sulmatogrossenses, que conheceu a partir do momento em que se mudou para o MS. Destacam-se suas releituras “bluesy” para “Trem do Pantanal” (G. Roca / P. Simões) e para o clássico de Luiz Gonzaga “Asa Branca”. Esta última, anos depois chamou a atenção da jornalista Mariana Godoy, que o levou até o Jô Soares. Durante os anos 80 e 90, Zé Pretim se tornou um verdadeiro Bluesman “nômade da música”, e percorreu todo o Brasil com sua música, morando um pouco aqui, outro pouco ali… Sempre retornando a Campo Grande se fixou, mas morou em vários lugares do Brasil onde levou a sua arte: Belém (PA), São Luiz (MA), Fortaleza (CE), Florianópolis (SC), Cuiabá e Rondonópolis (MT), Porto Velho (RO). Também viveu nos perigosos garimpos, onde ele tocava e conta histórias onde esteve frente a frente com a morte. Depois de todas essas andanças, no final dos anos 90, Zé decidiu se fixar em Rondonópolis, onde casou-se e teve seu filho Geraldo Miguel. Mas acabou não se adaptando, e voltou para Campo Grande, onde mais uma vez fixou morada.

Esporadicamente fazia algumas temporadas em Rondonópolis e Cuiabá, e numa dessas temporadas, em 2005 a jornalista da TV Globo, Mariana Godoy o conheceu em Rondonópolis e ficou encantada com suas histórias e suas releituras Blues para clássicos da música brasileira, e levou seu material até o Jô Soares, que o trouxe para uma entrevista em seu programa. Quando parecia que os caminhos para algo maior se abriam para o Zé Pretim, inesperadamente ele sofre um acidente de mototáxi , e fratura o fêmur e a bacia. Com isso ele teve sérios problemas de locomoção, ficou mais de 6 meses sem poder exercer a música, que era o seu único sustento, posteriormente teve que utilizar muletas por mais de dois anos, e depois a bengala. Sua vida, que já era modesta, encontrou sérias dificuldades já que ele não podia trabalhar para se sustentar, e durante esse tempo contou com a ajuda de amigos músicos que faziam várias promoções para ajudá-lo. No meio de toda essa dificuldade, sua mãe, que também o ajudava, faleceu. Todos esses problemas acabaram contribuindo para que o Zé Pretim caísse no alcoolismo e no uso de drogas. Em 2015, ele se viu na famosa “encruzilhada”, um termo bastante familiar para os músicos e fãs de Blues, mas não era a famosa “crossroads” cantada pelas músicas de Robert Johnson. Era uma verdadeira “encruzilhada da vida”, onde ele precisava escolher entre a vida e a morte. E ele optou pela vida. Com a ajuda de alguns amigos, buscou ajuda e se internou em uma clínica próxima a Campo Grande, onde ficou internado durante 1 ano e 2 meses tratando da sua adicção. E hoje, Zé Pretim, livre das drogas e do álcool está de volta, e em sua melhor fase. Segundo contam aqueles que acompanham há muitos anos sua carreira, “está cantando e tocando como nunca”. E no início de 2017, foi “redescoberto” nacionalmente pelo seu clip de “Asa Branca” no Youtube, e através dele, recebeu o convite da produção do SBT para participar do quadro “Quem Sabe Canta”, uma competição de músicos do Programa Raul Gil…

Zé Pretim chegou ao SBT surpreendendo e encantando a todos com seu estilo único de fazer o Blues em fusão com outros estilos musicais, principalmente a música caipira “raiz” brasileira. Na primeira fase do programa, conseguiu o feito de permanecer por 5 semanas consecutivas “ganhando 5 estrelas”, que é a nota máxima dos jurados. Este feito o credenciou para a disputa das semifinais do programa no segundo semestre. No segundo semestre de 2017, Zé Pretim retorna ao Programa Raul Gil entre os 21 classificados, entre os 60 candidatos que se apresentaram ao longo de 5 meses de programa, e de 10 mil que fizeram inscrições pela internet. Dos 21, divididos em três grupos, se classificariam 12, e desses 12, restariam 8, sendo eliminados um por um a cada semana até ficarem os 5 finalistas. Zé pretim foi o último semifinalista do programa. Ele ficou entre os 6 melhores, e sua participação se encerrou faltando apenas um programa para chegar à grande final da competição!!! Zé Pretim também participou em julho do 4º Bonito Blues Jazz Festival (Bonito – MS), um dos festivais de Blues/Jazz mais tradicionais do país, onde fez o show da noite de encerramento do festival. Também tem tocado bimestralmente no Sesc Morada dos Baís, em Campo Grande, onde seus shows têm tido sempre lotação esgotada. Para o início de 2018 Zé Pretim entrará em estúdio pra dar início às gravações do seu próximo álbum.

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