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É possível combinar a arte de João Gilberto, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo e Jimi Hendrix numa só? Muita gente se defrontou com esse desafio no final dos anos 60 e início dos 70. Mas poucos conseguiram harmonizar tão bem os princípios do rock com os do choro, samba, bossa nova, baião e afins quanto Pepeu Gomes. Lançando mão de toda a experiência adquirida com o grupo em sua emblemática carreira discográfica, Pepeu revelou que Geração de Som foi gravado praticamente ao vivo, com toda a banda tocando junto, em condições técnicas bem restritas. As doze faixas instrumentais que compõem o repertório de Geração de Som produzem uma intensa interlocução entre as matrizes da MPB e as do universo pop roqueiro, onde a fúria elétrica dialoga com a delicadeza desplugada, os fraseados se misturam aos riffs, embalados por um suingue, um gingado único, coisa que somente quem nasce na terra de Dorival Caymmi tem. O LP Geração de Som foi o primeiro passo de uma longa e vitoriosa jornada solo de Pepeu Gomes.
Em 1978, com o fim do grupo Novos Baianos, Pepeu Gomes resolveu seguir sua carreira solo.
O disco é prova do virtuosismo e liberdade do guitarrista, já que foi nele que suas ideias se soltaram, dando outra sonoridade à suas composições.
Uma grande aula de um dos maiores guitarristas brasileiro. Aulas do próprio instrumento e da síntese explosiva da música brasileira, representada por ritmos como frevo, maracatu, baião, choro e samba com rock progressivo, jazz fusion e música pop. Esse disco se tornaria um grande marco da música brasileira, além de ajudar Pepeu a se tornar um grande ícone do BRock dos anos 80.
Público este diferente do Grupo Novos Baianos, uma vez que notamos um som calcado no Jazz Rock, porém com influências de outros ritmos que Pepeu estudou ao longo da sua formação musical e ainda, aprendendo também a tocar bandolim.
Com todo este ecletismo musical este disco é uma verdadeira aula de guitarra, além de uma demonstração da riqueza da música brasileira. São estilos musicais que merecem um pouco mais de respeito, possui uma identidade muito marcante, mostrando, em dado momento, a cultura de determinada região do nosso país, que por sua vez é rico em vertentes culturais, tornando o disco bastante interessante de se ouvir.
Pepeu Gomes já tocou com diversas figuras da música brasileira, tais como Gilberto Gil, Moraes Moreira, Ney Matogrosso, Raul Seixas, Gal Costa, Ednardo entre outros músicos internacionais.
Em 1988, a revista americana Guitar World o considerou um dos melhores guitarristas do mundo, na categoria World Music. Ainda, em 1985, na primeira Edição do Rock in Rio, mesmo encontrando uma plateia hostil com a maior parte dos artistas brasileiros, Pepeu foi ovacionado e consagrado. Pepeu considera o Rock in Rio como um dos maiores momentos de sua carreira.
Destacando a belíssima “Saudação Nagô”, “Linda Cross”, “Toninho Cerezzo”, a ótima “Malacaxeta”, “Alto da Silveira” e “Flamenguista”. Mas, vale lembrar que este disco merece a inteira audição repetidas vezes.

Faixas:
01. Saudação Nagô
02. Fissura
03. Linda Cross
04. Belo Horizonte
05. Odette
06. Toninho Cerezzo
07. Malacaxeta
08. Alto da Silveira
09. Didilhando
10. Tambaú
11. Buchinha
12. Flamenguista

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