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No repertório, parcerias com Rita Lee e Mathilda Kovac, sucessos do Tutti Frutti e composições de Gil e Gonzaguinha, feitas especialmente para ela gravar.

Quando se trata de rock no Brasil o nome de Lucinha Turnbull é sempre lembrado como a guitarrista da banda Rita Lee & Tutti Frutti. Ela ficou pouco mais de dois anos no grupo mas o suficiente para marcar a presença. E que presença, já que era a primeira mulher a assumir a guitarra numa banda brasileira. No novo show Lucinha, acompanhada de quatro músicos, canta parcerias com Rita Lee e Mathilda Kovac, composições de Gilberto Gil e Gonzaguinha, feitas especialmente para ela, além de
homenagear duas de suas influências, Beatles e Bob Dylan.
Filha de pai escocês e mãe brasileira, aos 16 anos, Lucinha mudou-se para Londres, onde formou o grupo folk Solid British Hat Band. De volta ao Brasil, em 1972, fez o show de abertura para os Mutantes no Teatro Oficina, em São Paulo. Em seguida, formou a dupla, com Rita Lee, Cilibrinas do Éden. Juntas, participaram do Festival Phono 73, também em São Paulo. No mesmo ano, assumiu guitarra e vocal, ao lado da parceira, no grupo Tutti Frutti, com o qual excursionou pelo Brasil e gravou o histórico álbum Atrás do Porto tem uma Cidade (1974).
Já fora do Tutti Frutti, em 1975, estrelou o musical Rocky Horror Show, no papel da mocinha Janet Weiss, ao lado de Zé Rodrix e Antonio Bivar. Em 1976, formou o grupo Bandolim (com Péricles Cavalcanti e Rodolfo Stroeter), participando, entre outros, do festival Banana Progressiva.
Em 1977, tocou guitarra e participou dos vocais na gravação dos discos Refavela de Gilberto Gil e Refestança de Gilberto Gil & Rita Lee, seguindo em turné pelo país com ambos os trabalhos.
Ao longo de sua carreira, tocou e cantou em discos de Caetano Veloso, Erasmo Carlos, Luiz Melodia, Jorge Ben Jor, George Duke, Made in Brasil, dentre outros. Seu primeiro disco, Aroma (EMI-Odeon/1980), produzido por Perinho Santana, tem músicas de Gilberto Gil, Rita Lee e Gonzaguinha.
Sua música Bobagem (em parceria com Rita Lee), faz parte do álbum Marginal, de Cássia Eller. Entre suas principais influências musicais estão a sonoridade soul dos anos 60 e 70, Beatles, em especial a voz e a guitarra de John Lennon, e Eric Clapton, com quem teve a oportunidade de tocar, em 1975, em uma festa na casa de André Midani, na época executivo da gravadora Polygram.

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