fbpx

A banda NÃ acaba de lançar seu segundo trabalho “Antes que só um quase”, nas principais plataformas de streaming. O disco foi produzido pelo próprio grupo e gravado, mixado e masterizado por Fernando Sanches e Eric Yoshino no Estúdio El Rocha, em São Paulo. Mais dançante, mas sem perder o tom afiado das letras, o álbum conta com participações de Alessandra Leão, Maurício Takara e Valério. As referências sonoras múltiplas alinhadas a coros polifônicos, improvisações e textos filosóficos presentes em Farpa, primeiro álbum da banda, permanecem no novo trabalho, porém os músicos consideram “Antes que só um quase” um disco mais alinhado à ideia de “canção”, feito no calor das horas dos até então improváveis retrocessos sofridos no campo da política e da cultura. Carrega, assim, as dúvidas e incertezas inerentes ao “estado de exceção” contemporâneo. Guimarães Rosa, Mia Couto, Walter Benjamim e Mateus Aleluia são algumas das referências para as metáforas de tempo e transformação, conceitos a partir dos quais a banda reflete sua própria existência enquanto artistas, gravando discos às próprias custas na terra do “quem não tem capital, masmorra”, como prenuncia uma das canções. Com 16 faixas, o álbum traz novas instrumentações e sonoridades, capazes de dialogar com as letras reflexivas e críticas do compositor Michel de Moura. O guitarrista Renato Ribeiro ampliou os horizontes e passou a arranjar com novos instrumentos, como metalofone, bandolim e cavaquinho. O violão também tem uma presença maior neste disco. A agressividade da bateria de Thiago Babalu junto a singeleza e precisão da percussão de Júlio Dreads compõe ritmos atordoantes, mas dançantes. Thiago Pereira, na esteira tradicional-moderno, tem apostado no baixo acústico tocado com arco e nos sintetizadores. As vozes afiadas de Bjanka Vijunas e Fernanda Broggi estão cada vez mais ferozes.

Atrações relacionadas

Comece a digitar e pressione Enter para pesquisar